Lá estava ela pensando em qual dos seus vestidos usaria para o aniversário da prima debutante. Havia tempo que não ia a um aniversário de alguma debutante. Precisava estar fabulous! Lembrou do vestido mesclado com cores berrantes, era aquele mesmo pensou ela, afinal o colorido voltara à moda.
Pensou na make-up e a primeira palavra que veio à cabeça foi Julia Petit. Então ela falou para a maquiadora:
- Que tal fazer algo nude? Não quero nada ornando com o vestido.
Pode ser, falou a maquiadora.
Então ela pensou "algo nude?" não quero aparentar mais nova! Se sem maquiagem já aparentava mais nova, imagina com algo nude! E foi aí que quase berrou o pensamento:
- Não! Pensando bem destaque os olhos, e se preciso use toda essa sombra preta e apontou para a sombra Chanel nº 95. Quero estar um mulherão pensa ela. E ainda não se tocara que de era um mulherão? Enfim.
Ela se olha no espelho e ri, estava com uma sombra stix luminosa água marinha a qual comprou da AVON achando que a sombra era neon quando encomendou no catálogo. Riu não de seu engano de neon com stix luminosa, riu dela mesma com certa ironia por não existir nenhuma sombra Chanel em seu estojo.
Chanel? Só em outra vida.
domingo, 28 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Desconfio
Desconfio das coisas quando elas não estão no seu devido lugar, desconfio quando alguém comenta algo e eu já não sei se é ironia ou verdade, desconfio quando alguém involuntário me convida pra sair constantemente, desconfio da vida se ela está pregando uma peça em mim ou está me testando, desconfio dos meus professores, desconfio quando o meu destino estava traçado por mim e alguns elementos dele mudaram, desconfio do frio que faz lá fora em época de primavera, desconfio das pessoas quando elas ainda meio magoadas dizem me amar, desconfio do abocat que irei usar para invadir a veia de um paciente, desconfio da morte das coisas em que acredito, desconfio dos novos caminhos, desconfio da imensidão benevolente do meu coração, desconfio de mim.
E a dúvida assovia no ouvido como se fosse um relógio fazendo tic-tac.
E a dúvida assovia no ouvido como se fosse um relógio fazendo tic-tac.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
1/4
Que não tenhas pressa minha amada, pois o tempo já o tem por si só.
Que tu tenhas todo o meu amor e força que em mim tenho impregnado e que dou a ti por mãos divinas.
Que a minha força seja a tua quando não a tiveres, porém que tenha todo o meu amor, não só quando não o encontrares em si.
Que o tenhas quando também o precise, que o tenha em mim, em ti, em nós.
Dessa forma, que você tenha todo o meu amor. Para todo o sempre em que ele existir.
Que tu tenhas todo o meu amor e força que em mim tenho impregnado e que dou a ti por mãos divinas.
Que a minha força seja a tua quando não a tiveres, porém que tenha todo o meu amor, não só quando não o encontrares em si.
Que o tenhas quando também o precise, que o tenha em mim, em ti, em nós.
Dessa forma, que você tenha todo o meu amor. Para todo o sempre em que ele existir.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Setembro, 13 de 2010
É palpável a maneira com que as coisas da vida tomam rumos diferentes, e por serem diferentes dão mais gosto a mim. Não quero discutir política, nem sobre como o homem é responsável pelo desequilíbrio ambiental ou sobre como índice de hipertensão arterial aumentou. Não, eu quero mesmo é amar.
Amar através do toque, do gesto, do olhar, das palavras, do silêncio, da roupa, do beber, do andar, da respiração, da chegada, do comer, do cheiro, da partida, da pele, da saudade, das flores, do sexo, dos objetos, do carinho, da amizade, da música, do vento, terra, água e fogo.
Eu quero é dar mais amor à vida do que posso confessar dar amor às pessoas sem fins lucrativos, eu quero é fogos de artifícios, eu proclamo a vida, proclamo ao viver!
Queres encontrar amor em todas as suas formas possíveis e impossíveis já sentidas ou não? Queres?
Então vem comigo, pois no contratempo do porto, eu sou inteiramente o incontrolável, inconstante, seguro e delicioso... amor!
PS: e em novos olhos cintilantes encontrei a caneta para uma única folha em branco.
Amar através do toque, do gesto, do olhar, das palavras, do silêncio, da roupa, do beber, do andar, da respiração, da chegada, do comer, do cheiro, da partida, da pele, da saudade, das flores, do sexo, dos objetos, do carinho, da amizade, da música, do vento, terra, água e fogo.
Eu quero é dar mais amor à vida do que posso confessar dar amor às pessoas sem fins lucrativos, eu quero é fogos de artifícios, eu proclamo a vida, proclamo ao viver!
Queres encontrar amor em todas as suas formas possíveis e impossíveis já sentidas ou não? Queres?
Então vem comigo, pois no contratempo do porto, eu sou inteiramente o incontrolável, inconstante, seguro e delicioso... amor!
PS: e em novos olhos cintilantes encontrei a caneta para uma única folha em branco.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Anyway
Algumas pessoas nascem para a nossa alegria. Algumas para terem vida social de alto nível. Algumas para serem objetivas na vida. Algumas têm ouvido para a poesia. Algumas são vulneráveis. Algumas jogam xadrez. Algumas conhecem o mundo viajando. Algumas nos partem o coração. Algumas conhecem o ECA. Algumas são nossos próprios problemas. E algumas pessoas... amam.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Para aquela que me faz lembrar quem sou
O que seria a vendetta de um coração partido?
Aquela que consegue me ler sem ao menos precisar folhear uma página de mim, disse uma frase enquanto transitávamos. A frase vindo dela, estará guardada comigo para o resto da minha vida.
"As pessoas verdadeiras que estão em nossas vidas por um longo espaço de tempo (ou não), nos fazem lembrar de quem somos." Porém e as pessoas que partem o teu coração depois de você ter aberto espaço em portas e janelas para elas crescerem?
Ah! Elas nos fazem lembrar! Nos fazem lembrar de quem nunca podemos ou iremos ser, e principalmente por nos machucarem elas acendem a lembrança que muitas vezes põe dúvida de você consigo mesmo.
A lembrança verdadeiramente amiga de que somos sempre melhores que eles. E não há no mundo nada, nenhuma vendetta tão bem paga quanto essa.
Não me interessa o que sou.
Interessa-me o que me faz lembrar ser sempre a melhor que sou.
ps: E todo o meu amor que nunca morre e admiração de anos para ela, que sempre me lembra para mim e para ela, a melhor que fui e ainda sou.
Aquela que consegue me ler sem ao menos precisar folhear uma página de mim, disse uma frase enquanto transitávamos. A frase vindo dela, estará guardada comigo para o resto da minha vida.
"As pessoas verdadeiras que estão em nossas vidas por um longo espaço de tempo (ou não), nos fazem lembrar de quem somos." Porém e as pessoas que partem o teu coração depois de você ter aberto espaço em portas e janelas para elas crescerem?
Ah! Elas nos fazem lembrar! Nos fazem lembrar de quem nunca podemos ou iremos ser, e principalmente por nos machucarem elas acendem a lembrança que muitas vezes põe dúvida de você consigo mesmo.
A lembrança verdadeiramente amiga de que somos sempre melhores que eles. E não há no mundo nada, nenhuma vendetta tão bem paga quanto essa.
Não me interessa o que sou.
Interessa-me o que me faz lembrar ser sempre a melhor que sou.
ps: E todo o meu amor que nunca morre e admiração de anos para ela, que sempre me lembra para mim e para ela, a melhor que fui e ainda sou.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Espero
Espero não é somente você estar perto de mim, ou ser minha, porque já o és. Espero é poder chegar em casa para jantar depois de um longo dia de trabalho, e você estar me esperando em casa, com o pijama rasgado o qual você gosta tanto. Espero acordar todo o dia com o teu cheiro em mim, com você no travesseiro ao lado. Espero ir ao banheiro e ver duas escovas de dentes, as quais nunca saem dali. Espero ver a nossa casa, aconchegante, do jeitinho que a gente gosta e as flores que sempre nos trocamos em cima da mesa da cozinha. Espero é poder chamar-te de "minha esposa", de acompanhar aqueles olhos castanhos tão fáceis de mergulhar. Espero que a gente discuta de vez em quando, mas que principalmente a gente se ame todo dia. Espero sentir a tua vulva quente em minha boca, sentir você por completo, sugar de você todo esse nosso amor. Espero, espero o tempo fazer o teu papel, espero que você nunca esqueça o quanto eu amo você, espero que a distância se transforme de kilómetros em apenas alguns metros, espero o nosso amor nos unir, o nosso cachorro latir, espero por você, espero por mim...Mas bem na verdade, espero por nós.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Eu sei o que quero, não peço muito não, só peço um pedacinho de você, o pedacinho aqui junto a mim. Meu corpo adormece por não poder abraçá-la, a distância faz meu papel e a abraça, e a invejo por estar abraçando-a.
O que nos deixa vazio não é a falta de amor, é o cheio de tudo. Preciso estar ali e aqui, preciso sempre estar indo pra lá, não sei ser rotina, muito menos fixa. Sou nômade, não só de espírito, mas principalmente de coração.
E o que peço é uma coisa simples: deixar de ser a distância pelo menos por um dia.
O que nos deixa vazio não é a falta de amor, é o cheio de tudo. Preciso estar ali e aqui, preciso sempre estar indo pra lá, não sei ser rotina, muito menos fixa. Sou nômade, não só de espírito, mas principalmente de coração.
E o que peço é uma coisa simples: deixar de ser a distância pelo menos por um dia.
sábado, 3 de julho de 2010
É só amor o que eu respiro...Eu AMO MINHA MÃE, E EU AMO O MEU PAI...
Ele vem de mansinho pergunta se tenho cigarros e me ama, e eu o amo por tudo, minha mãe a ama por eu ser igual a ela e ao mesmo tempo a odeio por isso. Hoje foi um dia de dor, muita dor pra falar a verdade, Renato me acompanha, chorei como um criança, e aliviei minhas dores por um lado, mas por outro elas continuam ali, não consigo resolver, acho que não posso resolver. E parte o meu coração por não resolver isso por meu pai, e também por minha mãe, mas os amo como nunca amei ninguém.
Algumas pessoas nascem para nos decepcionarmos. Algumas para serem objetivas na vida. Algumas têm ouvido para a poesia. Algumas são fracas e não admitem. Algumas jogam xadrez. Algumas conhecem muitas pessoas e ao mesmo tempo não conhecem ninguém. Algumas conhecem o ECA. Algumas são o nosso ponto fraco. E algumas pessoas...amam.
EU AMO! E SINTO QUE SÓ EU AMO. ENGRAÇADO O JEITO COMO A GENTE AMADURECE.
Ele vem de mansinho pergunta se tenho cigarros e me ama, e eu o amo por tudo, minha mãe a ama por eu ser igual a ela e ao mesmo tempo a odeio por isso. Hoje foi um dia de dor, muita dor pra falar a verdade, Renato me acompanha, chorei como um criança, e aliviei minhas dores por um lado, mas por outro elas continuam ali, não consigo resolver, acho que não posso resolver. E parte o meu coração por não resolver isso por meu pai, e também por minha mãe, mas os amo como nunca amei ninguém.
Algumas pessoas nascem para nos decepcionarmos. Algumas para serem objetivas na vida. Algumas têm ouvido para a poesia. Algumas são fracas e não admitem. Algumas jogam xadrez. Algumas conhecem muitas pessoas e ao mesmo tempo não conhecem ninguém. Algumas conhecem o ECA. Algumas são o nosso ponto fraco. E algumas pessoas...amam.
EU AMO! E SINTO QUE SÓ EU AMO. ENGRAÇADO O JEITO COMO A GENTE AMADURECE.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Deixa os morangos mofarem...
Não quero mudar isso, quero que fique do jeito que está, sem atar ou desatar, quero assim, é melhor assim, não só para mim, mas para ambos, já ouviu o ditado "o que for pra ser será?", pois então! Deixa estar, se for pra ele vir me cobrir de beijos ou passar por mim e achar que nem me conhece, isso é assunto pra depois, deixa pra depois...Deixa o mundo se encontrar, deixa eu me encontrar, deixa ele se encontrar, se encontrar além dos lençóis manchados de esperma, do suor, do tesão, da luxúria, do carinho, do sexo, da boca nele em mim, ou da minha boca nele...
Não sei se é amor, apego, raiva, desgosto ou sonho, nem ele sabe, na verdade ele não irá saber por um longo espaço de tempo, eu quero assim, eu sou assim com ele, sempre fui. Deixa os morangos mofarem, o vinho ficar velho, o verão chegar, deixa estar. Perto dele tremo de paixão e ódio por dentro, longe dele mais ainda, ó paradoxo desgovernado, ó meu bem querer, meu bem querer para mim em segredo, doces pernas estrelaçadas nas minhas é com isso que me sinto bem, com a canção cantada por ele, com a triste e gostosa imagem de me ver partindo junto a ele na janela do ônibus, com o gosto de trabalho bem feito, meu trabalho de talvez amá-lo em silêncio, dele mexer comigo e nem saber disso, meu trabalho de amante, da maneira mais pobre que me deram o dom, em silêncio e nada mais. Deixa os morangos mofarem...
Não sei se é amor, apego, raiva, desgosto ou sonho, nem ele sabe, na verdade ele não irá saber por um longo espaço de tempo, eu quero assim, eu sou assim com ele, sempre fui. Deixa os morangos mofarem, o vinho ficar velho, o verão chegar, deixa estar. Perto dele tremo de paixão e ódio por dentro, longe dele mais ainda, ó paradoxo desgovernado, ó meu bem querer, meu bem querer para mim em segredo, doces pernas estrelaçadas nas minhas é com isso que me sinto bem, com a canção cantada por ele, com a triste e gostosa imagem de me ver partindo junto a ele na janela do ônibus, com o gosto de trabalho bem feito, meu trabalho de talvez amá-lo em silêncio, dele mexer comigo e nem saber disso, meu trabalho de amante, da maneira mais pobre que me deram o dom, em silêncio e nada mais. Deixa os morangos mofarem...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Meio sangue do meu sangue
Admiro as pessoas que dão chance á outras mesmo sabendo que elas podem perder tempo com isso. Eu particularmente não daria chance alguma, para aqueles que já tiveram inúmeras, não pelo fato de talvez não acreditar, mas pelo fato de que acredito que as pessoas quando realmente querem elas vão atrás, elas mostram, elas fazem, não importa como, porém vão.
Não menosprezo a atitude, tampouco o que elas acreditam, porém se elas não mostram nem a si mesmas que podem e querem porque eu deveria de acreditar? Não sei se não gosto dele, ou se gosto, é um sentimento indefinido que só tenho para com ele, eu não daria uma chance, não arriscaria de colocar meus critérios e divergências em pauta, entretanto o amor dele por mim é explícito, e também não sei se acredito.
Ele tirou a minha credibilidade e confiança para com ele, acredito mais nas crianças que nascem nos dias de hoje do que nele, quem sabe um dia ele ainda me surpreenda, aí minha credibilidade poderá até se construir de alguma forma como foi antigamente, aquela credibilidade dirigida àquele menino que me ensinava a gostar de MTV, de futebol, de jogar vídeo-game, de ter amigos e até mesmo de saber o valor que a família significa.
Não menosprezo a atitude, tampouco o que elas acreditam, porém se elas não mostram nem a si mesmas que podem e querem porque eu deveria de acreditar? Não sei se não gosto dele, ou se gosto, é um sentimento indefinido que só tenho para com ele, eu não daria uma chance, não arriscaria de colocar meus critérios e divergências em pauta, entretanto o amor dele por mim é explícito, e também não sei se acredito.
Ele tirou a minha credibilidade e confiança para com ele, acredito mais nas crianças que nascem nos dias de hoje do que nele, quem sabe um dia ele ainda me surpreenda, aí minha credibilidade poderá até se construir de alguma forma como foi antigamente, aquela credibilidade dirigida àquele menino que me ensinava a gostar de MTV, de futebol, de jogar vídeo-game, de ter amigos e até mesmo de saber o valor que a família significa.
sábado, 3 de abril de 2010
Amor quente
"Preto no branco
Amarelo, um pouco de azul
Noite estrelada
Peito feliz
Olho no olho
Pintura a quatro mãos
Tintas claras
O mesmo cigarro
Isso é amor
Amor quente
Água de coco pra dois
Porta do carro aberta
Vento morno da areia
Palavras mentirosas
Isso é amor
Amor quente
Cama de casal
Luz bem baixinha pra ver
Gemidos de dor e alegria
Sair de si por três minutos
Isso é amor
Amor quente
Supermercado, escolher iogurte
Fazer compras juntas
Brigar por besteira
Isso é amor
Amor quente
Tomar café, banho, brisa
Champanhe, tristeza, beleza
Cremes, músicas, sucos, água
Drogas, fumo, passar perfume
Isso é amor
Amor quente."
Deixo aqui as palavras de Cazuza, não tem nada a ver com meu dia, na verdade em partes, enfim. Só tenho uma palavra a deixar: FELICIDADE!
Amarelo, um pouco de azul
Noite estrelada
Peito feliz
Olho no olho
Pintura a quatro mãos
Tintas claras
O mesmo cigarro
Isso é amor
Amor quente
Água de coco pra dois
Porta do carro aberta
Vento morno da areia
Palavras mentirosas
Isso é amor
Amor quente
Cama de casal
Luz bem baixinha pra ver
Gemidos de dor e alegria
Sair de si por três minutos
Isso é amor
Amor quente
Supermercado, escolher iogurte
Fazer compras juntas
Brigar por besteira
Isso é amor
Amor quente
Tomar café, banho, brisa
Champanhe, tristeza, beleza
Cremes, músicas, sucos, água
Drogas, fumo, passar perfume
Isso é amor
Amor quente."
Deixo aqui as palavras de Cazuza, não tem nada a ver com meu dia, na verdade em partes, enfim. Só tenho uma palavra a deixar: FELICIDADE!
terça-feira, 23 de março de 2010
Gritti
Somos dois completamente iguais e ao mesmo tempo não, você sabe me tirar do sério e alguns segundos depois me conquistar de novo, tem o abraço seguro, fala coisas sem sentido, não me ama, mas amar não importa o que é importa somos nós, o nosso carinho, o nosso gostar, o nosso momento, o nosso eu e você. Sem contar que mesmo longe, a primeira pessoa que você sempre quer encontrar sou eu, não dou bola, porém você me conhece e com seus jeitos sabe que finjo não dar bola, vem e me pega de surpresa.
Começamos quando éramos relativamente crianças, e com o passar do tempo, agora adultos sempre começamos toda vez em que nos encontramos, nunca termina, apenas começa, a cada momento, a cada beijo, a cada abraço, a cada olhar, a cada palavra, a cada vez que nos juntamos. Não é pela metade, é um inteiro em passado, presente e futuro, não digo que te amo porque não amo, mas gosto, gosto de gostar de você, o amor é chato, por isso não amamos.
E você sempre foi e sempre vai ser o primeiro homem da minha vida.
ps: E quanto a proposta de casamento a minha resposta é sim, vou ter que me casar com você daqui uns bons longos anos.
"Ele vai me possuindo; Não me possuindo; Num canto qualquer; É como as águas fluindo; Fluindo até o fim."
Começamos quando éramos relativamente crianças, e com o passar do tempo, agora adultos sempre começamos toda vez em que nos encontramos, nunca termina, apenas começa, a cada momento, a cada beijo, a cada abraço, a cada olhar, a cada palavra, a cada vez que nos juntamos. Não é pela metade, é um inteiro em passado, presente e futuro, não digo que te amo porque não amo, mas gosto, gosto de gostar de você, o amor é chato, por isso não amamos.
E você sempre foi e sempre vai ser o primeiro homem da minha vida.
ps: E quanto a proposta de casamento a minha resposta é sim, vou ter que me casar com você daqui uns bons longos anos.
"Ele vai me possuindo; Não me possuindo; Num canto qualquer; É como as águas fluindo; Fluindo até o fim."
quarta-feira, 10 de março de 2010
Dez de março de dois mil e dez.
Esse dia me marcou e ainda vai me marcar quem sabe pro resto da vida. Pela primeira vez (e espero que última) fiz a cagada que tudo mundo algum dia fez ou vai fazer, amassei a porta do carro num maldito pilar! Foi uma experiência um tanto quanto digamos, assustadora.
E engraçado foi ver que sou 70% "IGUAL" a minha mãe, e 15% parecida com meu pai. Achei que minha mãe fosse me matar, que nada! Pensou a mesma coisa que eu, demonstrou as mesmas opiniões que eu, enquanto meu pai discursava coisas sem sentido para nós. Não me sinto envergonhada, não estou mais assustada depois de ganhar o colo da minha mãe e cair em prantos nada me assusta. Obstáculos para mim devem ser se possíveis sempre ultrapassados, assim como o medo só passa se você enfrentá-lo. Engraçado que a minha educação não-formal tem maior parte em mim do que a formal, os valores, limites, deveres, consciências, a vida em si é mais valiosa do que aquilo que vou me tornar um dia, não digo que não irá me ajudar, é óbvio que irá me ajudar, porém agora só penso no meu calmo coração quente deitado no peito acalento de minha mãe. E se penetrastes até o fundo de mim, veria a menininha que sustenta essa mulher que sou agora, e estranhamente essa menininha não quer morrer, não morrerá a não ser comigo, a menininha que toda véspera de Natal, ainda pensa em colocar "pisca-piscas" pela casa inteira.
E engraçado foi ver que sou 70% "IGUAL" a minha mãe, e 15% parecida com meu pai. Achei que minha mãe fosse me matar, que nada! Pensou a mesma coisa que eu, demonstrou as mesmas opiniões que eu, enquanto meu pai discursava coisas sem sentido para nós. Não me sinto envergonhada, não estou mais assustada depois de ganhar o colo da minha mãe e cair em prantos nada me assusta. Obstáculos para mim devem ser se possíveis sempre ultrapassados, assim como o medo só passa se você enfrentá-lo. Engraçado que a minha educação não-formal tem maior parte em mim do que a formal, os valores, limites, deveres, consciências, a vida em si é mais valiosa do que aquilo que vou me tornar um dia, não digo que não irá me ajudar, é óbvio que irá me ajudar, porém agora só penso no meu calmo coração quente deitado no peito acalento de minha mãe. E se penetrastes até o fundo de mim, veria a menininha que sustenta essa mulher que sou agora, e estranhamente essa menininha não quer morrer, não morrerá a não ser comigo, a menininha que toda véspera de Natal, ainda pensa em colocar "pisca-piscas" pela casa inteira.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Os descasos não me perturbam, nem o que está por vir me perturba, pra falar a verdade nem a saudade dos tempos de terra, nem eles!
Que mãos cativantes são essas que me abrigam de longe, e com o pensar eu sinto que posso caber nos braços do abraço de longe, ou até mesmo no olhar quando olha para coisa qualquer, e quem sabe no beijo que não sai da boca. E que venha a calhar meus sentimentos de algo novo, pois de rotina tenho pra dar e vender.
E como vai ser não penso e não vejo, seja bem-vinda explosão!
Que mãos cativantes são essas que me abrigam de longe, e com o pensar eu sinto que posso caber nos braços do abraço de longe, ou até mesmo no olhar quando olha para coisa qualquer, e quem sabe no beijo que não sai da boca. E que venha a calhar meus sentimentos de algo novo, pois de rotina tenho pra dar e vender.
E como vai ser não penso e não vejo, seja bem-vinda explosão!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Aquela pequena história:
O inverno chegou para matar as saudades,
Como flores que os amantes recebem.
Com aroma de uma relva de morangos,
Cintilante céu azul entre as brumas secas,
Caladas pelo silêncio dos olhos,
Pela névoa da manhã.
Conjugando versos internos,
Aquele amor incondicional.
Aquela pequena história dos amigos,
Que foram irmãos em outra vida.
"Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente: excrucitante"
terça-feira, 2 de março de 2010
Bossa nova
Enquanto aquele barzinho meio Bourbon ecoava pela 5ª Avenida, ele tocava violão e fumava charutos cubanos, uma mistura de Al Pacino com o meu falecido avô. Ela vestida de seda e bêbada de gim.
- Canta a vida mulher!
Dizia ele.
E ela com um leve sorriso de Afrodite respondia:
- Me canta amor!
- Canta a vida mulher!
Dizia ele.
E ela com um leve sorriso de Afrodite respondia:
- Me canta amor!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Chance
Como posso tomar banho em plena 2 horas da manhã, e sentir algo maravilhoso? A água quente caindo sobre meu corpo na madrugada fria, de céu laranja com respingos caindo, não estava com a aparência de madrugada com a qual todos se escondem debaixo de seus cobertores para se sentirem seguros, a madrugada era diferente e por fim meus sentimentos e eu também o eram. Enquanto a água caía havia um alarme de carro disparado em algum local da rua, quem sabe era o de minha garagem, porém não pensava, não me dei ao trabalho de parar o chuveiro e ouvir realmente o que estava acontecendo como faria em um dia qualquer, apenas queria estar ali, apenas sentia-me segura, calorosa, feliz, encantada.
E encantada só com o fato de estar ali. As deveras palavras que saíram do meu copo de whisky hoje, não eram dele, eram minhas, inteiramente minhas, e quem a ouvia sentiu o brilho dos meus olhos ao falar elas, e o espantoso é que não me senti como uma criança ingênua, sabia o que e do que estava falando, sublimes palavras voltaram ao meu vocabulário que por vezes estava um pouco escasso, egocêntrico e desacreditado.
Me senti viva, pois não era outrora batendo à porta, e sim o presente, era o momento que estava ali, era a minha vida nesse exato instante, e agradeço porque nunca achei que fosse acontecer novamente, está sendo uma nova experiência, mesmo que algumas linhas do texto eu já saiba, mas o engraçado é que eu não sei, e amo o por isso. E hoje aprendi que amor não é um raio que cai sobre nossas cabeças, amor é uma escolha!
Qualquer tipo de amor. Mas como assim uma escolha? Ele não simplesmente aparece em sua vida de forma estrondante e você se joga de cabeça? Não errado! Quantas pessoas você conhece no dia-a-dia, na sua vida, e elas simplesmente passam por você e você nem se quer “tá nem aí”, por isso é questão de escolha, claro você sonha com uma pessoa “ideal”, assim como todo mundo sonha, mas se você não se der a chance de conversar ou sair com uma pessoa qualquer, você nunca vai saber o que pode acontecer, ninguém sabe o que vai acontecer, e por isso é tão fascinante.
Quem sabe estou me dando a chance, na verdade já me dei a chance, não totalmente, entretanto em partes sim e pela primeira vez não estou planejando ou idealizando a minha vida, estou deixando acontecer, estou dando uma chance de escolha a mim mesma, e digo que essa escolha vale a pena pelo menos para mim.
E encantada só com o fato de estar ali. As deveras palavras que saíram do meu copo de whisky hoje, não eram dele, eram minhas, inteiramente minhas, e quem a ouvia sentiu o brilho dos meus olhos ao falar elas, e o espantoso é que não me senti como uma criança ingênua, sabia o que e do que estava falando, sublimes palavras voltaram ao meu vocabulário que por vezes estava um pouco escasso, egocêntrico e desacreditado.
Me senti viva, pois não era outrora batendo à porta, e sim o presente, era o momento que estava ali, era a minha vida nesse exato instante, e agradeço porque nunca achei que fosse acontecer novamente, está sendo uma nova experiência, mesmo que algumas linhas do texto eu já saiba, mas o engraçado é que eu não sei, e amo o por isso. E hoje aprendi que amor não é um raio que cai sobre nossas cabeças, amor é uma escolha!
Qualquer tipo de amor. Mas como assim uma escolha? Ele não simplesmente aparece em sua vida de forma estrondante e você se joga de cabeça? Não errado! Quantas pessoas você conhece no dia-a-dia, na sua vida, e elas simplesmente passam por você e você nem se quer “tá nem aí”, por isso é questão de escolha, claro você sonha com uma pessoa “ideal”, assim como todo mundo sonha, mas se você não se der a chance de conversar ou sair com uma pessoa qualquer, você nunca vai saber o que pode acontecer, ninguém sabe o que vai acontecer, e por isso é tão fascinante.
Quem sabe estou me dando a chance, na verdade já me dei a chance, não totalmente, entretanto em partes sim e pela primeira vez não estou planejando ou idealizando a minha vida, estou deixando acontecer, estou dando uma chance de escolha a mim mesma, e digo que essa escolha vale a pena pelo menos para mim.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Vale a pena
Depois de algum tempo sem postar vou tentar escrever alguma coisa que seja ao menos relevante. Conversas de uma sexta-feira à noite podem vir a serem bem produtivas, um fala um pouco de sua vida, aí o outro entra e fala um pouco também, você entra e também fala, e por aí vai. Descobri de verdade que as coisas acontecem por algum motivo, não exatamente porque "Deus quis", mas acontecem porque precisam acontecer. No exato momento, com exatas pessoas e no exato porque.
Realmente vi como sou sincera, quer dizer, muito sincera, pode atrapalhar por vezes, porém prefiro e é uma coisa que sai de mim tão espontaneamente que eu acabo percebendo minutos depois. Gosto de sinceridade, gosto de inteligência e gosto de companhia, são as três coisas mais afrodisíacas para mim. Quando conheço as pessoas é uma espécie de aprendizado para mim, ainda mais com aquelas em que eu olho de primeira vez e parece que saem faíscas do encontro de olhares, consigo por vezes enxergar por dentro delas e me apaixono, não um se apaixonar de "fall in love", mas de aceitar a pessoa e saber que eu quero conviver com ela exatamente do jeitinho que ela é.
E quantas pessoas já passaram pela minha vida, algumas complicadas, outras simples, outras boas, ruins, etc etc. E digo que não me arrependo por um segundo se quer das coisas que já fiz, ou falei, me arrependo das coisas que eu não fiz ou das palavras que eu não falei.
E vale a pena, vale a cada sístole e diástole em que meu coração bombeia.
Realmente vi como sou sincera, quer dizer, muito sincera, pode atrapalhar por vezes, porém prefiro e é uma coisa que sai de mim tão espontaneamente que eu acabo percebendo minutos depois. Gosto de sinceridade, gosto de inteligência e gosto de companhia, são as três coisas mais afrodisíacas para mim. Quando conheço as pessoas é uma espécie de aprendizado para mim, ainda mais com aquelas em que eu olho de primeira vez e parece que saem faíscas do encontro de olhares, consigo por vezes enxergar por dentro delas e me apaixono, não um se apaixonar de "fall in love", mas de aceitar a pessoa e saber que eu quero conviver com ela exatamente do jeitinho que ela é.
E quantas pessoas já passaram pela minha vida, algumas complicadas, outras simples, outras boas, ruins, etc etc. E digo que não me arrependo por um segundo se quer das coisas que já fiz, ou falei, me arrependo das coisas que eu não fiz ou das palavras que eu não falei.
E vale a pena, vale a cada sístole e diástole em que meu coração bombeia.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
21 de fevereiro de 2009.
O que as pessoas seriam sem ser elas mesmas? Eu por ventura, não sou perfeita como qualquer ser humano, porém dou o melhor que tenho de mim. E sei que sou boa. Posso não ter a beleza de Afrodite ou os poderes intelectuais de Galileu Galilei, mas sei que posso ser da minha maneira, e ainda quem sabe melhor do que todos juntos.
Meu Deus! Quantas palavras na minha cabeça. Meu mundo gira em torno de um ponto, que não sei ainda qual é, porém é bom. Bom de uma maneira que só eu sei.
Belas são as águas praianas de Copacabana, as lindas paisagens verdes de Holanda, mas eu sei que a beleza está naquilo em que agente deseja ver.
A mulher por exemplo é algo tão fascinante que os homens não sabem reconhecer totalmente, porém as próprias mulheres reconhecem e sabem o poder que há nelas.
Não esbanjo anseios, sou uma inteira, e inteiramente buscando o que for.
Meu Deus! Quantas palavras na minha cabeça. Meu mundo gira em torno de um ponto, que não sei ainda qual é, porém é bom. Bom de uma maneira que só eu sei.
Belas são as águas praianas de Copacabana, as lindas paisagens verdes de Holanda, mas eu sei que a beleza está naquilo em que agente deseja ver.
A mulher por exemplo é algo tão fascinante que os homens não sabem reconhecer totalmente, porém as próprias mulheres reconhecem e sabem o poder que há nelas.
Não esbanjo anseios, sou uma inteira, e inteiramente buscando o que for.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Português
O português é a minha paixão.
Existe língua mais bela que essa? Não! Mesmo com todas as suas complicações, é sublime e diversificada.
Patente por si só. Não me vanglorizo porque escrevo, malmente sei o que escrevo, entretanto escrevo. Aliás, por que escrevo?
Escrevo, pois, é o meu meio de comunicação comigo mesma. Não que escrevendo eu saiba quem sou, porém sei quem era naquele exato momento em que escrevia.
E passa, a cada linha que passa conheço meus segundos de tempo, é a prova de que estive ali.
Ali comigo mesma.
Existe língua mais bela que essa? Não! Mesmo com todas as suas complicações, é sublime e diversificada.
Patente por si só. Não me vanglorizo porque escrevo, malmente sei o que escrevo, entretanto escrevo. Aliás, por que escrevo?
Escrevo, pois, é o meu meio de comunicação comigo mesma. Não que escrevendo eu saiba quem sou, porém sei quem era naquele exato momento em que escrevia.
E passa, a cada linha que passa conheço meus segundos de tempo, é a prova de que estive ali.
Ali comigo mesma.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Metade por Ferreira Gullar
"Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também."
*___* Tão lindo que valeu a pena colocar aqui!
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também."
*___* Tão lindo que valeu a pena colocar aqui!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Carrego a mim.
O que haveria de ser, se não me toca quem fui outrora? Ainda sou eu num momento difuso e repentino, porém as margens renovadas são tão reais quanto a mim. E assim me vejo nos caminhos que me levarão ao sol maior, mais estreito talvez, com a mesma cara antiga da estrada e, no mesmo tempo diferente.
As fontes são novas, mais rígidas e maiores, o verde do campo continua belo e vivo como sempre foi. As casas estão lá quando preciso delas, e em minhas mãos já não carrego o meu próprio coração, carrego a mim. E por vezes rotineiras, enxergo o meu espelho, impactante, suas palavras que outrora eram apenas sublimes não existem mais. O que as palavras pronunciam agora são interrogações.
Com um leve suspiro não as respondo deixo pairadas no ar, penso e sigo em frente, pensando me sinto viva, vivendo continuo andando. Não preciso saber, nem mesmo o meu espelho, pois a resposta sempre vai estar naquilo que carrego hoje, e carregarei para os restos desses caminhos renovados.
O que carrego? Carrego a mim.
As fontes são novas, mais rígidas e maiores, o verde do campo continua belo e vivo como sempre foi. As casas estão lá quando preciso delas, e em minhas mãos já não carrego o meu próprio coração, carrego a mim. E por vezes rotineiras, enxergo o meu espelho, impactante, suas palavras que outrora eram apenas sublimes não existem mais. O que as palavras pronunciam agora são interrogações.
Com um leve suspiro não as respondo deixo pairadas no ar, penso e sigo em frente, pensando me sinto viva, vivendo continuo andando. Não preciso saber, nem mesmo o meu espelho, pois a resposta sempre vai estar naquilo que carrego hoje, e carregarei para os restos desses caminhos renovados.
O que carrego? Carrego a mim.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Nature
Por Deus como é bom ir para a natureza! Meus ares estão renovados, principalmente para mais uma etapa que começa amanhã, "tudo novo de novo". Água e verde são uma combinação extremamente sublime que meus olhos até não sabem o que olhar, o cheiro do ar puro do campo respira os meus pulmões escuros como se me desse uma nova vida. Tudo parece tão perfeito, tão bem encaixado em si mesmo que chega a ser difícil acreditar. E a vida que parece rolar em minha mão, não é uma vida, é um momento, um momento de vida!
"A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo."
Alberto Caeiro - A espantosa realidade das cousas
"A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo."
Alberto Caeiro - A espantosa realidade das cousas
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Filtro solar.
Hoje não escreverei nada de interessante, não estou com vontade. Portanto vou deixar aqui uma crônica que acabei de ler, de uma das minhas preferidas escritoras Martha Medeiros, do livro "Doidas e Santas". O qual eu ganhei ano passado e leio sempre, pois é incrível.
A TRISTEZA PERMITIDA
"Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa,ir pro computador, sair para compras e reuniões - se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer "te anima" e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor
eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente - as razões têm essa mania de serem discretas.
"Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down...". Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. "Não quero te ver triste assim", sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor - até que venha a próxima, normais que somos."
E o porquê do "Filtro solar"? Por que sempre que acordo assim assisto esse vídeo do Pedro Bial e tudo se esvai, como folhas caindo de uma árvore.
http://www.youtube.com/watch?v=GI4oxOljwsc
A TRISTEZA PERMITIDA
"Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa,ir pro computador, sair para compras e reuniões - se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer "te anima" e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor
eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente - as razões têm essa mania de serem discretas.
"Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down...". Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. "Não quero te ver triste assim", sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor - até que venha a próxima, normais que somos."
E o porquê do "Filtro solar"? Por que sempre que acordo assim assisto esse vídeo do Pedro Bial e tudo se esvai, como folhas caindo de uma árvore.
http://www.youtube.com/watch?v=GI4oxOljwsc
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Home sweet home.
Voltei ao canil municipal hoje, digo que voltei porque fazia exatamente 2 anos e 2 meses que eu não ia lá. Nesses 2 anos e 2 meses atrás, eu fui em tempo de 1 ano, e com uma amiga do peito, conseguimos montar uma ONG para os cães abandonados. E descobri que por mais que o tempo passe, quando piso naquele lugar iluminado me sinto em casa, me sinto como se nada de mal pudesse me atingir e me sinto com um coração bom de uma maneira que é indescritível! Quando olho nos olhos daqueles cães imundos, abandonados e carinhosos, vejo a coisa mais pura em que há no mundo, é como se eles conseguisem transparecer para mim todo o amor existente na Terra. Ah como um fuçinho faz diferença! E pode se passar 3, 10 ou até 1000 anos que eu ainda vou me sentir em casa, e vou olhar para áquela espécie canina e pensar: como posso amar imensamente! Lá não sou humana, sou como eles, sou um fuçinho gelado com olhos de pureza.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Começo
Não sei o que me espera, porém sei o que já me esperou. E o que me esperou? Minha vida são caminhos traçados e nunca com cautela, são explosivos, tenho uma necessidade de serem explosivos. Gosto do inesperado, do vivo, do difícil. Gosto mesmo do difícil. E gosto deles por serem explosivos, ou como diria o senso comum "do além". Não entendo, venero as coisas simples, porém não me encanto facilmente, principalmente com pessoas, meu coração machucado não se encanta, nem minha razão pouco lúcida. Porém me encanto, estou me encantando? Não sei, só a explosão sabe dizer, e ela virá creio que em breve, nunca a espero, mas a sinto, a sinto firme em meu peito calado batendo como se eu fosse uma criança comendo algodão doce pela primeira vez na vida. Não sei quem eu sou, e quem me conhecer saberia? Ah saberia! "Me digas quem tu amas, que te direi quem tú és."
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